terça-feira, 30 de abril de 2013

Nome sujo na praça

Eu publico coisas tipo o texto anterior e, de repente, me dá o desespero, gente, se o povo do trabalho liga os pontos lendo isso aqui tô ferrada.

Mas daí lembro que esse não é o blog sério, e o peso do mundo sai das minhas costas. Libertador isso.

Inspira, expira...

Aquele-que-não-é-seu-chefe (um sub-coordenador) tem uma atividade a fazer e não faz. Joga na sua mesa e fala para VOCÊ se virar com aquilo, e colocar seu chefe-de-verdade (o Coordenador-Geral mesmo)para assinar. 

Detalhe, a área que deveria fornecer a informação é a do sub, mas enfim, ele diz que não tem problema nenhum só o geral assinar.

Você fica puta, mas faz a resposta. Manda por email pra todos, para avaliação. Ninguém se manifesta. No outro dia, fala com o chefe-de-verdade, ele concorda com o que você escreveu (pelo visto ele foi o único que leu a minuta). Beleza, tá livre disso.

Maaaaaaas, na hora de entregar o documento, aquele-que-não-é-seu-chefe aparece e fala que acha que tem que mudar a resposta, pega o papel da sua mão e diz que vai conversar com o chefe-de-verdade.

ME DIZ: Se ele acha que sabe fazer (e era da competência dele mesmo, obrigação dele fazer), porque não fez???? Se era para passar para um outro, porque deixou o prazo quase estourar? E se não gostou, porque esperou tanto tempo para se manifestar (cara, mandei a minuta por email, caracoles).

Nem nove da manhã e eu já querendo matar um.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Lições aleatórias do final de semana

Lição nº 1- Se o seu cabelereiro de sempre não deixa você cortar seu cabelo, mesmo você dizendo que quer, não faça como eu, ficando brava e indo em um outro qualquer.

TINHA o cabelo na cintura, pedi para cortar de 4 a 6 dedos(sou generosa, viu), e agora sou feliz proprietária de um cabelinho 2 dedos abaixo do ombro (acho que ela mediu da raiz para baixo, e não o contrário).

Se eu fosse apegada ao cabelo, tinha chorado. Nem é isso o que me deixa puta. O que me faz enlouquecer é ver que tem aqueles cabelinhos maiores, diferentes uns dos outros, sabe? Como pode, meu cabelo é liso, o corte é reto, e a pessoa consegue, além de não ter noção de medidas, não ter noção de corte de cabelo (se dizendo cabelereira).

Enfim, agora deixa dar os 4 meses pra retocar a raiz, volta no cabelereiro de sempre e ainda sabendo que vai escutar O esculacho. Aprenda. E invente que você estava enjoada do cabelão e pediu um corte desconectado.

Lição nº 2 - Não resolva passar um sábado praticamente em jejum sozinha. Domingo chega, você está de saco cheio desssa vida modorrenta (e sozinha, já disse, né?). Faz o que? Comer? Não, esse nem foi o problema (fiz um prato de macarrão, exato, sem faltar nem sobrar). Mas tomei uma garrafa inteira de vinho sozinha. Achando que foi pouco.
Só me faltam os gatos, senhores, vou providenciar.

Lição nº 3 - Passada a leve tonteira, você sente o que? Ressaca?? Não, no meu caso, você sente remorso. Deveria ter pego os livros e estudado feito uma condenada, mas fiz comida e tomeu vinho. E dormi. E fiquei com remorso. Mas não fui estudar mesmo assim.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Dinheiro para quem precisa



Até ano retrasado eu era daquelas que só comprava se tinha dinheiro na conta. Assim, não tinha cartão de crédito. Daí que acabei cedendo e fazendo um, com a finalidade de parcelar minhas passagens aéreas. 

Agora tenho 3 cartões. E contas muito altas. Não quero dizer que gasto mais do que ganho, não, nada disso, mas olha... em alguns meses eu ando gastando O QUE eu ganho.

Existe algum feitiço maledeto nesses retangulos de plástico, não é possível. Preciso parar, mas sempre acho alguma inutilidade super importante para comprar na internet.

A dona doida tá querendo entrar para o SERASA...

Sem medo da justa causa

O que acontece quando seu chefe entrou em uma daquelas reuniões que vão durar o dia todo, você já fez o que tinha pra fazer e mais um pouco, mas não pode embora já que ainda não deu a hora?

Enrola até começar a ficar com sono e começar a cair em cima do teclado. E aí?

Bem, se você for como eu, levanta, sai das salas, vai ao banheiro do corredor, entra em uma das cabines e tira uma soneca de uma hora.

Sexta-feira, bebê.

Amor de mãe


Tem como não morrer de paixão?
Eu (em tom de brincadeira): Fala a verdade, gatinha né mãe? 

Mamis (toda séria): Olha, tá. Aliás, você sempre foi bonita, mas agora, sei lá. Acho que é o dinheiro.

Eu: ??????

PS: não sou rica, não ganho bem, não ganhei na mega-sena e minha mãe sabe disso. É só o jeitinho dela de elogiar, mas ressaltando que a gente não tem mérito na coisa, haha.

Mais do mesmo



Já disse que ando comendo demais? Já, eu sei.

Hoje saí de casa sem tomar café, já que ontem tinha excedido minha cota mensal de mastigação porque não estava com fome. Peguei banana, tangerina, chá e coisas menos gordas e enfiei na bolsa.

Ainda não estou com fome, mas minha mente gorda já me interrompeu umas mil vezes “sugerindo” que eu fosse ao restaurante do trabalho (que só tem coisa gorda) e tomasse logo o café da manhã. Como pode, não estou com fome, e tenho opções saudáveis na bolsa, mas a gorda que habita meu pensamento fica me atrapalhando a trabalhar.

Vou fazer o que? Acho que sabadão me jogo num período de jejum, para acostumar o corpitcho a voltar a raciocinar e entender o que é fome.

E no domingo faço uma volta triunfal às comidinhas saudáveis/light, e segunda espero estar de volta ao normal.

Mas eu sei que provavelmente não farei nada disso.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Conto de quinta



-Deus, se você realmente existe, permita-me dizer que você é um grande sacana.

Ela estava lá, sentada no quarto de hotel, ainda vacilante quanto à decisão que tinha tomado momentos atrás. Olhava para seu reflexo no espelho e para tudo ao seu redor. Embora estivesse vestida, sentia-se nua. Não gostava de olhar para o espelho assim, como realmente era, despida da máscara.

Escutava, enquanto estava em transe, o barulho das pessoas na rua não muito distante, parecendo alegres, ou um tanto bêbadas, ouvindo música misturada com risos e conversas, tudo se misturando ao cheiro típico dos canais de Veneza, que insistiam em penetrar, às vezes, no seu quarto, como em ondas, violando o calor falso do aquecedor com aquele cheiro de maresia e esgoto, sempre gelado.

Ou talvez esse cheiro das ruas já estivesse impregnado em suas narinas e ela estivesse imaginando tudo.

Perto da porta, aguardando, estava o casacão preto. Maldito frio, ela pensava, não consigo ainda entender tanto ânimo em festejar com esse frio. Estava de meia calça grossa, de vestido, a bota e o casacão prontos para serem vestidos em questão de segundos. Mas ela vacilava, naquele momento, sentada em frente ao espelho, a maquiagem espalhada, pronta para ser usada, mas ali, intocada e inerte.

E a máscara.

Uma belíssima máscara, autêntica, veneziana, que cobria todo seu rosto. Não quis nenhuma daquelas grotescas. O hábito fez com que escolhesse um acessório que a deixasse bonita, mesmo toda coberta. Como se fosse importante. Mas não deixou que ninguém lhe desse a máscara escolhida, tampouco solicitou algum tipo de desconto, mesmo sabendo que preços são mais altos para estrangeiros. Num impulso que não soube explicar, decidiu que aquilo deveria ser feito somente por ela. A escolha, a compra, tudo.

Agora estava lá, incapaz de se encarar no espelho, não suportando se ver sem as camadas de tinta e fingimento que usou a vida inteira, mas sem coragem de, mais uma vez, colocar suas camadas de verniz, que lhe ajudavam a encarar o mundo. Respirou fundo, encarou seu reflexo.

Quase não se reconheceu. Era bonita, sem dúvida. Mas não sabia que aquela era a sua face real. Era mesmo? Nem mais se lembrava de quem realmente fora um dia, se era boa ou má, e seu nome parecia perdido em algum canto da memória que já não conseguia alcançar. Suas memórias estavam ali, antigas e novas, todas misturadas e como se pertencessem a duas pessoas diferentes. A máscara que usou a vida toda lhe permitiu ser outra dentro de si mesma. Permitiu que ela mentisse, que risse, que gozasse ou fingisse gozar quando era conveniente. Fez com que suportasse o dia a dia num escritório, comer o que não gostava, dizer não querendo dizer sim. 

Principalmente, permitiu que mantivesse o viés da indiferença, mesmo com tudo doendo demais... usou tanto esse artifício, esse tom de desdém, que começou a perceber que as coisas que sempre doeram por dentro, passaram a não doer tanto. Comemorou. A máscara ficava em seu rosto cada vez mais. Um dia, não doía mais. Bebeu, saiu, se divertiu e comemorou. Aquela dor não lhe pertencia mais, aquele aperto no peito que parecia que a perseguia desde o nascimento. Ela se sentia triste desde que se lembrava, desde tempos antigos. Agora não, aprendeu a usar aquela máscara e nada mais importava. Poderia ser quem ela quisesse.
Dias passaram, anos, e passou a perceber que, realmente, nada mais doía. Mas que ela era incapaz de sentir qualquer coisa. Não gostava de mais nada. O riso, as bebedeiras, até mesmo a tristeza precisaram do fingimento da máscara também. Afinal, um rosto sempre impassível não abre nenhuma porta. Mas mesmo se esforçando, nada adiantava. Era uma pedra.

Nem tanto. Sobraram alguns sentimentos resistentes: raiva e desespero. Sentia um ódio tremendo de ver a vida passar e não ter nenhuma impressão sobre ela que não fosse a indiferença. E sozinha, ao ver que a máscara estava encravada na pele, a raiva era substituída pelo desespero. Presa no próprio teatro, tendo que fingir ter sentimentos que antes lutava para não ter, para simplesmente poder sobreviver.

Percebeu, como um acaso, que a máscara afrouxava da pele quando ela se isolava. Sozinha, sem ninguém, ela começava a se desprender. Surgia o nada absoluto, o rosto impassível. Para se livrar de tudo, fez a viagem para longe de qualquer coisa que conhecia.

Agora estava ali. Aparentemente, com aquela máscara antiga já descolada, sentindo-se vazia e irreconhecível. Todas as suas memórias estavam ali, mas eram de outra pessoa. Coisas vividas sem terem sido sentidas. Como se estivesse vendo um álbum de fotografia de alguém conhecido. Sabendo do que se trata, mas não se emocionando, não se reconhecendo.

E o espelho, meu Deus, que terrível! Triste olhar para aquilo e não reconhecer quem está ali. Realmente não saber como aquela pessoa refletida está lá. Como chegou até aquele ponto? E não sabia como agir. Alguém a reconheceria na multidão? Não aquela multidão desconhecida, os outros. Se um dia voltasse, a reconheceriam? Ou a velha pessoa voltaria? Correria esse risco? E se não gostasse daquela pessoa sem memória que aparecia no espelho como sendo ela própria? Sentia-se totalmente desamparada, desprovida de carne, de alma. Cometeu um engano talvez, e estar nessa cidade, nessa situação, era uma piada de muito mau gosto do mundo contra ela.

A máscara física, representando tanta coisa, estava ali. Escolhida a dedo.  Faltava a coragem de sair e se mostrar ao mundo. Era uma máscara belíssima. Talvez tivesse sido melhor ter escolhido aquelas feias, narigudas, sinistras. No fundo, representariam melhor o momento. Para variar, fez a escolha errada. Sentia-se ridícula. Melhor deitar e dormir. Esquecer. Esquecer.

Era uma fraca. Era? Num impulso, decidiu-se. Pegou suas coisas, calçou sua bota. Vestiu seu casacão. Foi até a cama e agarrou a máscara. Respirou fundo, marchou para a porta. Saiu.

A máscara foi jogada no primeiro canal que ela viu. A partir daquele momento, seria ela mesma. Misturou-se com a multidão e perdeu-se. Ninguém mais soube dela.

Bem feito é pouco



Se eu tivesse vergonha na cara, tinha estudado só um pouquinho mais na época da escola e, sim, teria passado em medicina.

Mas, aos dezesseis, em plena crise depressiva, minha lógica foi a seguinte: Gosto de ler, gosto de escrever e, principalmente, gosto muito de discutir e tenho necessidade de ganhar a argumentação.

Logo, vou fazer direito.

No começo, amando, no meio desconfiando, no fim nem querendo pensar onde me meti. Até porque, no meio do processo, a empresa em que paizão trabalhava fechou, ele foi mandado embora, sofreu aquele processo de ter especialização demais para mercado de menos e família para criar. COMOÉQUE, nessa situação, você pensa em largar algo, sendo que nem sabe o que realmente gostaria de fazer??

E como a deprê/preguiça e, principalmente, falta de recursos (mas nesse tempo, paizão já estava bem, só que eu tenho vergonha na cara, tá?) não me permitiam dizer: me banca até passar em algum concurso, resolvi trabalhar.

Agora, aquela pessoa inteligente ficou perdida em alguma esquina. A que sobrou tenta ir para um cursinho e reaprender a estudar. No momento, estou falhando miseravelmente. Fico somente tentando não dormir depois das 9 horas, durante a aula (trabalho em tempo integral e vou para a aula a noite, viu). Aí, difícil passar em alguma coisa mais decente e tentar pensar, depois de estar um pouco mais tranquila na vida, no que eu realmente gostaria de fazer.

Daqui a 15 anos passo em alguma coisa, nesse ritmo. Talvez, até lá, tenha decidido o que eu realmente gosto na vida.

Se eu tivesse me esforçado só um pouquinho, hoje seria uma dermatologista que cobra mil pilas por aplicação de botox, uma neurologista viciada em trabalho ou uma médica loucona que está em algum lugar trabalhando no Médicos sem Fronteira (era meu sonho, sério).

Bem feito para mim, né, vida?

Ajudaê



Você tem um chefe. Ele te fala pra fazer algo, você faz. Simples assim.

Mas tem aquele-que-não-é-seu-chefe. Ele chega na sua mesa, larga um monte de documento lá, fala para você atualizar sei lá o que, pesquisar isso e aquilo e entregar para ele.

Você faz o que? Preciso de um help.